
Na época, eu ainda tinha 10 anos. Estava inaugurando um parque-escola-creche japonês, lá em Paranaguá-PR. Estava estudando na quinta série, e no dia nós só tivemos três aulas. Ir para casa parecia algo chato quando se podia ir a uma bela inauguração em frente a sua escola. nós descemos uma rampa que havia em frente, então fomos até um círculo de madeira, e em volta havia um mangue. Estávamos em um grupo de 10 crianças, então avistamos uma espécie de floresta, não pnesamos duas vezes antes de entrar! Lá dentro era tudo completamente fechado. Via-se pássaros, muito verde e folhas ao extremo! Ninguém fazia ideia do caminho que estávamos seguindo, então combinamos de ficar juntos. Deixamos nossas mochilas em uma árvore, e fomos brincar de pega pega.
Logo, um dos meus amigos viu uma aranha, e pra variar, a pegou nas mãos.
- Que aranha é essa? - o dentuço perguntou, curioso.
- Essa aranha... é uma... viúva negra! - ele brincou jogando a aranha em cima dele, causando pânico, e fazendo todos correr, e cair como uma bola de neve em mim, que estava quietinha no meu canto. Aquilo rolou morro abaixo, segurei-me na grama e consegui parar, a última coisa que eu ouvi foi o Albert caindo na grama. Bem feito, por fazer a brincadeira idiota. Mas eu, estava completamente perdida. Não tinha nada para ver, não tinha nada para me salvar. Primeiro, me recuperei. Estava completamente suja, com a sandália arrebentada, o cabelo desarrumado, o mp5 perdido e a calça jeans favorita rasgada. Maravilha! Levantei-me, achei meu mp5, e com um pouco de esforço, as mochilas. Peguei elas, e sabia o caminho de saída, pois era perto. Paguei o maior mico andando na rua como uma mendinga, fiquei de castigo por uma semana. No dia seguinte, eles tiveram a cara de pau de dizer que estavam bravos comigo, por eu ter sumido sem avisar!
Sarah Santos de Jesus

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